1 de nov de 2013

Código de ética do intérprete de LIBRAS - FENEIS

1) O intérprete deve ser uma pessoa de alto caráter moral, honesto,
consciente, confidente e de equilíbrio emocional. Ele receberá informações
confidenciais e não poderá divulgá-las.
2) Esse deve manter uma atitude imparcial, durante o transcurso da
interpretação, evitando interferências e opiniões próprias; a menos que seja
solicitado pelo grupo a fazê-las.
3) O intérprete deve agir com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo
o pensamento, as intenções e o “espírito” do palestrante. Deve lembrar-se dos
limites de sua função particular - de forma neutra - e não ir além da suas
responsabilidades.
4) Deve reconhecer seu próprio nível de competência e usar prudência ao
aceitar tarefas; procurando assistências de outros intérpretes e/ou profissionais
quando necessário, especialmente, em palestras técnicas.
5) Esse deve adotar uma conduta adequada de se vestir, sem adereços,
mantendo a dignidade da profissão e não chamando atenção indevida sobre si
durante o exercício da função.
6) Deve ser remunerado por serviços prestados e se dispor a providenciar
serviços de interpretação, em situações onde fundos não são disponíveis.
7) Acordos a níveis profissionais devem ter remuneração em conformidade
com a tabela de cada estado, aprovada pela FENEIS.
8) O intérprete jamais deve encorajar pessoas surdas a buscarem decisões
legais ou outras em seu favor.
 9) Ele deve considerar os diversos níveis da Língua Brasileira de Sinais.
10) Em casos legais, esse deve informar às autoridades, quando o nível de
comunicação da pessoa surda envolvida é tal, que a interpretação literal não é
possível. Então, terá de parafrasear de modo crasso o que se está dizendo
para a pessoa surda e o que essa está dizendo às autoridades.
11) O intérprete deve se esforçar para reconhecer os vários tipos de
assistências necessárias aos Surdos e fazer o melhor para atendê-las.
12) Reconhecendo a necessidade de seu desenvolvimento profissional, o
intérprete deve se agrupar com colegas profissionais, com o propósito de dividir
novos conhecimentos e desenvolvimentos; procurar compreender as
implicações da surdez e as necessidades particulares da pessoa surda
alargando sua educação e conhecimento da vida; e desenvolver suas
capacidades expressivas e receptivas em interpretações e traduções.
13) Ele deve procurar manter a dignidade, o respeito e a pureza da Língua de
Sinais. E, também, estar pronto para aprender e aceitar sinais novos, se isso
for necessário para o entendimento.
14) Esclarecendo ao público, no que diz respeito aos surdos, sempre que
possível; reconhecendo que muitos equívocos e más informações têm surgido,
devido à falta de conhecimento do público, na área da surdez, e na
comunicação com os Surdos.

Disponível em:< http://www.feneis.com.br/page/interpretes_codigoetica.asp>

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