25 de fev de 2011



Prometido



Esperei como louca por meu Amado...
E ele veio...
Veio como quem já esperava-me!!!.
Veio como encomenda... Como promessa...
Veio com toda veemência de amor
Com tanta certeza, com tanta plenitude
Com tanta beleza sabedoria e graciosidade
Veio como se tivesse vivido até aquele
Momento à procura de sua Amada!
E quando nossos se olharam
Um click deu-se...
Nossos olhos brilharam intensamente...
Uma louca vontade de ficar horas afinco a contemplar-se
Um no outro...
Sorrir por coisas tolas...
Deleitar-se pelo sotaque do outro como se melodia fosse...
Descobrir nas diferenças aparentes as semelhanças
Mais recônditas
A cada palavra o reconhecimento de si no outro
Uma paz inebria e contagia-nos
E uma angústia insiste em lembrar-nos que
Vivemos à mercê da distância e do tempo...
Ah, Prometido meu, por quê? Por quê?
Quando o conheci já o havia perdido...
Uma promessa que não se concretizou
Uma encomenda que o tempo e o destino extraviaram
Ah, que saudades do meu Prometido!
De seu olhar, de seu sorriso, de sua voz e sotaque doces...
Da paz e harmonia que contagiaram-me!
Uma promessa concebida, porém ignorada...
Destinos desencontrados...
Uma angústia e uma saudade que apertam-me a alma...
Uma imensa dor pela perda do meu Prometido!!!

Marinalva Marques
 



Ninfa

A atração tem visões que qualquer olho desconhece...
Eu te devoro e faço desse corpo... uma orquestra de desejos
Eu sei completar uma mulher como tu, sabias?
Linda como tu...
Tu és e sempre serás o meu vício...
Pois tu és uma ninfa...
Cheia de delírios, de desejos...
Sim, porque tu queres, contudo,
Temes como eu também temo...
Mas continua como uma ninfa fogosa,
A qual, um dia vou cuidar...
De cada centímetro,
Cada pedacinho,
Cada curva,
Cada fio de cabelo
E pelo teus
Então, vamos ver...
Com certeza virarei
Teus desejos...
Com amor e prazer...
Que excitam-me, minha ninfa do prazer!!!

Marinalva Marques

21 de fev de 2011





Consoada 
 

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar. 



Manuel Bandeira

14 de fev de 2011

Esquerdo

Espero que não seja necessário, mas se não conseguir compreender, vire a cabeça de lado... para o esquerdo.

8 de fev de 2011

The Phantom Agony



I can’t see you, I can’t hear you
Do you still exist?

I can’t feel you, I can’t touch you,
Do you exist?

The Phantom Agony

I can’t taste you, I can’t think of you,
Do we exist at all?

[II. Between hope and despair]

The future doesn’t pass
And the past won’t overtake the present
All that remains is an obsolete illusion

We are afraid of all the things that could not be
A phantom agony

Do we dream at night
Or do we share the same old fantasy?
I am a silhouette of the persen wandering in my dreams

Tears of unprecedented beauty
Reveal the truth of existence
We’re all sadists

The age-old development of consciousness
Drives us away from the essence of life
We meditate too much,
so that our instincts will fade away
They fade away

What’s the point of life
And what’s the meaning if we all die in the end?
Does it make sense to learn or do we forget everything?

Tears of unprecedented beauty
Reveal the truth of existence
We’re all pessimists

Teach me how to see and free the disbelief in me
What we get is what we see, the Phantom Agony

[III. Nevermore]

The lucidity of my mind has been revealde in new dreams
I am able to travel where my heart goes
In search of self-realisation

This is the way to escape from our agitation
And develop ourselves
Use your illusion and enter my dream...


Epica