26 de jan de 2012

O Corvo - Allan Poe



O Corvo


Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?
"E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!


Edgar Allan Poe

23 de jan de 2012

Palavras e Vozes

Os melhores títulos em um só lugar.


19 de jan de 2012

30 anos sem Elis

Há trinta anos um ícone deixou um grande buraco na MPB.
Elis Regina faleceu no dia 19 de janeiro de 1982, mas permanece viva entre os amantes da boa música brasileira.

Mesmo após 30 anos, suas canções continuam atuais, mostrando que ainda enfrentamos problemas da época - um exemplo disso é "Alô, Alô, Marciano".
Como todo grande artista, Elis não pôde partir sem deixar uma polêmica para trás.

"Nesse País só duas cantam, a Gal (Costa) e eu."

Será? Talvez dificilmente o Brasil concordará com esse "momento ego" da Pimentinha, mas com certeza Elis Regina foi uma cantora incomparável.



Sacolas retornáveis

A partir deste mês - janeiro de 2012 - será proibida a distribuição de sacolas plásticas em supermercados no estado de São Paulo.
A violação da norma pode acabar em multa de até 50 milhões de reais.

Empresas filiadas à ONGs criaram campanhas de incentivo ao uso de sacolas retornáveis como soluções alternativas.Desde amido de milho a R$0,19 à sacolas de pano customizadas de R$1,80; estão sendo vendidas e distribuídas em lojas e mercados das maiores cidades do país.



Uma atitude ecológica simples, mas que pode fazer uma grande diferença no meio ambiente.


Um dia vai ser - Paulo Leminski


"pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando"

- Paulo Leminski -

Endless Dream - Yes


Hold your head up high you know you've
Come a long way, a long way
Tainted as a fugitive with nothing left to say
Temptation may come hope your vision doesn't stray
In the name of God you may be forced away


Moving forward to the only place you know
Side tracked by some indiscretion
Changing as you go
Temptation may come hope your
Conscience doesn't hide


The longest trip you'll take is inside
It's the last time telling myself everything
Call me over then bring me back again
It's the last chance telling myself
That I believe


Your forever is mine and all I need
Now life tell me now in your arms
All I really need is you by my side
I sing this to you all the world and all it is
I bring this to you this gift of love


And the world turns and the world turns
Time tells all we know we look to it
Jesus on the radio
Pledge me what you got I'll give you
Eternal resting spot


How intense I pray depends on how much you pay
It's the last time getting it this life
First calling in a silent spring
It's the first time getting it this life
First calling in a silent spring
Fear strikes deeper than visionary
Screams and tears never justify this love
Talk talk listening
Like the first words ever to reach out
Talk talk
Like the first sounds in a silent spring
Talk talk listening
Like the first words ever to reach out to you
Talk talk
Like the first sound you start to sing


So take your time
Look round and see
The most in time is where you're meant to be
For they talk too loud
And take the hope and peace from your heart
We call this surrender
Slowly towards the north
And this endless dream giving ourselves everything
We're deserving we're gonna bring it back again
It's the last time telling myself everything


It's the last time bring me back bring me back again
When the world brings you down
You can search you inside
For the love you will find (bring me back home)
When the world brings you down
You can search you inside
When the world brings you down
I've waited so long
When the world brings you down
You gotta play this living game
When the world brings you down
So take your time
Look round and see
The most in time is where you're meant to be
For you are light
Inside your dreams
For you will find that it's soomething
That touches me



Stop Online Piracy Act - S.O.P.A.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos lançou um projeto de lei chamado Stop Online Piracy Act, abreviado como SOPA.

Como o próprio nome já diz, esse projeto tem como princípio eliminar da internet qualquer tipo ato de pirataria. Isso quer dizer que videos, livros, músicas e imagens para download estarão definitivamente fora do ar, e citações estarão proibidas de vincular pelas redes.

Lamar Smith

Parte dos internautas acreditam que a medida será uma forma de censura à população, entretanto, Lamar Smith, criador da possível futura lei, afirma que o objetivo é proteger o mercado intelectual e fazer valer os direitos autorais violados em sites do mundo todo.

Sendo uma ameaça à liberdade de expressão ou apenas uma forma de gerar receita e empregos, o fato é que vários sites correm o risco de serem bloqueados com regulamentação da lei.

Facebook, Twitter, Google, Yahoo!, LinkedIn, Mozzilla, Zynga, eBay, Amazon, 9GAG... Esses são alguns dos muitos sites que se opõem ao projeto de lei. O Wikipédia, depois de discutir sua opinião, fechou o site de pesquisas no dia 18 de janeiro como forma de protesto.

Movimentos em redes sociais repercutindo a hashtag #StopSOPA ganharam força e parecem estar conquistando toda a rede virtual através de piadas sátiras, discursos elaborados e imagens humoradas.








Army Of The Damned - Sarcófago


Sometimes you think that your life is sick
and everything is going bad.
You can't support the pression in your head.
There is clouds of tormentsin your heart,
let me say something:
You are not alone in this journey.
We can easily understand your laments,
'cause we are brothers in suffering.


We are army of the damned,
corpses without a soul...
creatures from the land,
devil's toys in this world.


Army of the damned
the prozac's generation


You have no sense of what to do now,
regretfull of what you've done in the past,
afraid of what is waiting for you tomorrow.
Suicide (choice) always seem to be the best.


Army of the damned


The hate came from inside
and your soul is burning of wrath.
You can't describe your feelings,
the pain will never stop.
Ciclic waves of anger,
you lost all the control.
It is time to crush some bones,
start to kill them all.
A war inside your head,
a storm smashing your soul,
you will fight until your death.
The genocide must be won.
Can you see how stupid was your life?
Pleasure, moneyand everything just will take you to death.
Came on take another pill, drink another bottle,
the doors are open for your eternal and last drink.



Pins and Needles - The Birthday Massacre


Once a night
My bedroom light
Bleeds out from inside my window
Eyes white, I keep out of sight
This city's just not pretty like it used to be
It's always a nightmare, it's never a dream
The promise we made to kill the days between
They live in the heartbeat, and sleep til the light is gone
It's been so long
Feels like pins and needles in my heart
So long
I can feel it tearing me apart
To the bed
The Left Unsaid
Crawl in from outside my window
Hands red, and cold as the dead
A pity they're not pretty like they used to be
It's always a nightmare, it's never a dream
The promise we made to kill the days between
They live in the heartbeat, and sleep til the light is gone
It's been so long
Feels like pins and needles in my heart
So long
I can feel it tearing me apart
It's never a whisper, it's always a scream
The promise we made to kill the time between
They live in the heartbeat, and sleep til the light is gone
It's been so long
Feels like pins and needles in my heart
So long
I can feel it tearing me apart

The Birthday Massacre

Midnight - The Birthday Massacre


I can't decide which one of us will leave here alive
Your fingers breaking as I place them over mine
The only thing I need is time
To change your mind, I said
When all that you know
Has fallen behind you
It's not the past that you're afraid to see
There's nobody here and no one to find you
Tonight is forever
I can't decide which one of us is dreaming tonight
I'm just a shadow in the light you leave behind
The only thing I need is time
To change your mind, I said
When all that you know
Has fallen behind you
It's not the past that you're afraid to see
There's nobody here and no one to find you
Tonight is forever
It's always darker at the end of every answer
Like a finger down the back of your throat
It's always empty in the house of every other
Nothing waiting in the silence below
When all that you know
Has fallen behind you
It's not the past that you're afraid to see
There's nobody here and no one to find you
Tonight is forever!

The Birthday Massacre

Sideways - The Birthday Massacre


It's not enough to find a moment
As light moves away
We'll leave tonight on empty highways
There's no coming back here
The painted hallways
Forever and always
Are lost to you
How can you criticize
When you're not here to compromise?
Words fade as time goes by
Without you, without you
Fall to the floor
We're watching sideways
As day turns to night
Ghosts in the walls
Through empty doorways
Like we've always been here
The painted hallways
Forever and always
Are lost to you
How can you criticize
When you're not here to compromise?
Words fade as time goes by
Without you, without you
Without you, Without you

The Birthday Massacre

Shallow Grave - The Birthday Massacre


Her voice cuts through the walls
Rings through everything that's hollow
These bitter words recall
All that's left and hard to swallow
She was always good for nothing when the good broke bad
All she's got to lose is everything she never had
Every back turned to her
We put her down in a shallow grave
She wears a dress like a body bag every day
And this way she won't have to run away
And she can keep her regrets at bay every day
Her blood runs hot to cold
Always breaking while she borrows
Her favors bought and sold
She lives like she's dead tomorrow
Just another reason looking for the next 'because'
Just another has-been wishing that she never was
Every back turned to her
Tomorrow's not a new day
Or time to think things through
As patience starts to fall away
A day can feel like two
When we gave her a new face
The past was out of view
She never fooled us
Because she could never fool herself

The Birthday Massacre

Control - The Birthday Massacre


Err on the side of caution
They're taking in the new girls
Two faced, too poised to shead a tear
No memory to speak of
Past in the night we didn't hear
The fading breath of your love
We lose control of the moment
Another trend goes out of season
A new love, forever
Look the other way
You see through me
A new trend: indifference
You are a child of priviledge
Your reputation leads you
All trace of light will disappear
You're falling into season
Their every word is insincere
There is no time for reason
We lose control of the moment
Another trend goes out of season
A new love, forever
Look the other way
You see through me
A new trend: indifference
Remember our childhood
It's not quite the same
A pale hue of new blood
They all know your name
We lose control of the moment
Another trend goes out of season
A new love, forever
Look the other way
You see through me
A new trend: indifference

The Birthday Massacre

Pale - The Birthday Massacre


I'm looking at a face, a pointed chin
Towards the sky and arrogant
It easily betrays the closest friend
A moment lost, no consequence
A circle starts again, away from you
Deception pulls us in, away from you
Away from you, away from you...
Imitation, a fabrication
A pretty fake, but counterfeit
An empty carcass behind the artist
Is there a trait of innocence?
So how do you portray a sentiment?
The ruse is brought, the truth is spent
And much to our dismay, they're ignorant
The more that we make up the more it fits
A circle starts again, away from you
Deception pulls us in, away from you
Away from you, away from you...
Imitation, a fabrication
A pretty fake, but counterfeit
An empty carcass behind the artist
Is there a trait of innocence?
This doesn't feel right
Feels like everything's further away
Dead as the nightlife
Hindsight, watching another mistake
We never feel right, long nights
Following into the day
Dead as the street light, pure white
Washing the color away
Immitation, a fabrication
A pretty fake, but counterfeit
An empty carcass behind the artist
Is there a trait of innocence?

The Birthday Massacre

Always - The Birthday Massacre




Repeating words until they're true
It slows the breathing
Pretend they never came from you
It kills the feeling

I'm not what you want
You said what I never could
We're falling apart
You said that we never would

It's not what I want
It's wearing you down
We're back where we started
No turning around

We're falling apart
I'm tearing you down
It's not what I want now

Before you walk, you'll learn to fall
Well stop and count to ten
We'll take these pictures off the wall
We'll stop and start again

I'm not what you want
You said what I never could
We're falling apart
You said that we never would
It's not what I want
It's wearing you down
We're back where we started
No turning around
We're falling apart
I'm tearing you down
It's not what I want

For always
Always
In always
Always
(Always)

We only go so far
It's not what I want for
(Always)
We only go so far
It's not what I want now

You're not in my heart
I'm wearing you down
I'm back where we started
No turning around

You're falling apart
I'm tearing you down
It's not what I want

For always
Always
In Always
Always

The Birthday Massacre