27 de ago de 2012

Lei da Palmada

A Lei da Palmada foi criada em conjunto com a ONU em 1989, mas com esse nome foi definitivamente legalizada em 2010 e entrou em vigor em 2011. Recente, não?


Ela consiste em interferir nas famílias em que os pais ou responsáveis agridem - tanto fisicamente quanto moralmente - um menor, ainda que seja "em prol da educação".



É CIENTIFICAMENTE comprovado que agredir crianças e adolescentes NÃO ajudam na educação. Só piora. O psicológico de uma pessoa que apanhou quando criança é totalmente diferente de quem não apanhou; existem, para que se evite esses castigos, agressões ou ofensas às crianças grupos para conscientização dos pais - e psicólogos que os possa ajudar, porque os pais que agridem seus filhos foram agredidos quando crianças.

Educar seu filho não é tarefa fácil. Porém violência não é requerida. É perfeitamente possível e é uma realidade educar seu filho com carinho, repreensão e fala. Sou um exemplo disso.


"Há mais de 20 anos a ciência estuda os efeitos dos castigos físicos em crianças e adolescentes. Os resultados indicam que apanhar faz mal para o desenvolvimento psicológico deste grupo. A psicóloga Joan Durrant, da Universidade de Manitoba, e o assistente social Ron Ensom, do Hospital Infantil de Eastern Ontario, ambos pesquisadores canadenses, analisaram vários estudos sobre o tema. Segundo eles, nenhuma destas pesquisas comprovou que punir fisicamente tem efeito positivo. Pelo contrário! A maior parte dos estudos constatou efeitos negativos, tais como depressão, ansiedade e vícios, que podem começar na infância e se estender para a vida adulta.
(Teresa Surita, deputada federal do PMDB, em seu próprio site)"

É extremamente revoltante, Inaceitável, inacreditável, ABSURDO, ridículo e desumano acreditar que "tapinha educativo", "beliscão de castigo", "bronquinhas" e todos esses diminutivos ou aumentativos sejam algo comum. O que houve com o mundo? VOCÊ gosta de apanhar? VOCÊ quer apanhar? VOCÊ acha justo apanhar? Por que fazer isso com UM MENOR INDEFESO? Brigue com alguém do seu tamanho! Não me questione; não estou apta a mudar de opinião quanto a isso. 

Digo, repito, realço e DEFENDO ATÉ A MORTE: Pai que bate em filho em prol da educação NÃO SABE EDUCAR. 



Digo, repito, realço e defendo. Não ouse tentar me mostrar que essa lei é falha. Quer brigar? BRIGUE PELOS SEUS DIREITOS CONSTITUCIONAIS determinados pela constituição de 5 de outubro de 1988. 

Defenda o seu filho! Defenda a sua criança! É a sua cria! É parte de você! Não é humano gostar de bater; é pura selvageria essa violência. Não! Não é justo com o menor, e com a criação dessa lei, posso confiar que a política em 
defesa dos direitos das crianças e adolescentes caminha para o lado certo.

Acha isso bonito?



Proteja o seu filho!






Veja também:






Engolindo M...


É isso o que acontece quando nós, que temos direitos e deveres, deixamos de lado os nossos deveres para ignorar os direitos. É revoltante saber que a preocupação de um é o papel higiênico de outro. O Brasil tem que se unir mais uma vez! Quantas vezes na história isso aconteceu? O mais recente foi na década de 90, quando o presidente eleito ridiculamente por nós tocou no nosso bolso. Por que o que acontece agora tem que ser diferente? Por que temos que nos iludir? Não estamos vivendo o paraíso tropical, como dizem ser o Brasil. O BRASIL ESTÁ DIVIDO. Enquanto isso não for colado, a política não será consertada. 
Você está pronto para mudar o país?










(Por Bianca Braga de Carvalho)

11 de ago de 2012

Animalização ou Evolução?

A expectativa era grande. Famílias e famílias reunidas em volta da loja principal da pequena cidade americana.
Um caminhão de pequeno porte parou do outro lado da rua. Um moleque de boina verde-alfaiate quis correr na direção, mas sua mãe o segurou pelo ombro. Dois brutamontes desceram e abriram atrás; um caixote enrolado num pesado pano branco foi trazido para a loja por eles. Parecia pesado, mas não tão grande. Foi esse o marco da primeira "modernização" das mídias de comunicação nas cidades dos Estados Unidos, a nação mais consumista do mundo inteiro.

Semanas depois, o jovem menino sentava no braço do sofá; a irmã, mais velha, do lado oposto. O pai, de terno grosso e sapatos italianos beijou sua esposa, que ficava de pé atrás do sofá verde. Ele tirou a gravata e colocou no quarto. Voltou para a sala e, junto com sua família, via um programa na tevê que se poderia chamar de "entretenimento".
Todo os dias, assim que anoitecesse, a mãe tirava o bolo do forno. A filha desligava o telefone e pedia que
sua amiga Jane, da casa ao lado, ligasse depois para falar sobre o Robert. O menino tirava os sapatos e deixava na sala, e sua mãe o obrigava lavar a sola e largar do lado de fora. O pai tirava a gravata e...
Família reunida. O conforto da década de 50-60.

Onde foi que erramos? Ah, sim. Décadas depois, Jane casou-se com Robert e seus filhos conheceram algo novo, diferente e revolucionário, a segunda "modernização" chamada... "Computador".
A mãe voltava do trabalho no fim da tarde, buscava os filhos na escola, e ao chegar em casa, seu marido já estava na cozinha com um sorriso de alívio por ver sua família em casa - mais uma vez.
Os pequeninos correriam e pulavam, insistiam ao pai que os deixasse brincar no novo aparelho. Com entusiasmo, os dois pais, sentados na cadeira atrás, assistiam seus filhos jogarem algo na tela. Depois disso, para um outro aparelho - dessa vez, um pouco menor - onde as duas crianças podiam brincar juntas, com um tal de "controle" na mão.

Mas ainda, onde foi que erramos? Ah, sim. Décadas depois, os filhos de Jane casaram-se e seus filhos, com doze anos, conheceram algo novo, a terceira "modernização" chamada... Bom, não sei se há um nome. Talvez muitos. Notebook, Netbook, Ipad, Tablet, Iphone, Ipod, Galaxy, Android, Google, MSN, facebook, twitter, GPS... Tenho certeza de que há mais.

Os filhos dos filhos de Jane sentam-se no natal em volta da antiga televisão - onde seus avós e bisavós entretiam-se - e se pensam "como podiam viver assim?". Os avós e bisavós dos filhos dos filhos de Jane sentam-se no natal em volta da antiga televisão - onde costumavam entreter-se no passado - e, ao observar os filhos dos filhos de Jane com algo plano, de cor metálica e que emite sons e luz nas mãos, perguntam-se, em voz alta, "como podem viver assim?" - mas os jovens não ouviram, estavam entretidos demais nos seus aparelhos.
Os velhos, como foram chamados alguns minutos depois, com os olhos nostálgicos, sentiram uma dor no peito; essa, só os antigos podiam sentir. Esses jovens jamais sentiriam o prazer de sentar-se com a família pela noite e assistir simplesmente um programa - e sorrir!, sorrir como tolos, somente pelo fato de estarem juntos. Onde estava Jane? Onde estavam seus filhos? Onde estavam seus netos? Estavam ramificados - mas não se preocupe, vovó! diziam eles. Eles vão te mandar um SMS ou te ligam numa videoconferência para dizer "feliz natal". Ano que vem, talvez - disseram os jovens - talvez ano que vem eles venham comemorar com você.
E um sorriso. Saíram pela porta. O vento que entrou foi o mais frio de todos.


Velhos. Estamos velhos.




Feliz Modernização.





Lady Viana.







3 de ago de 2012