20 de abr de 2013

Funk é incrível




"Funk é um gênero musical que se originou na segunda metade da década de 60 quando músicos afro-americanos, misturando soul, jazz e R&B, criaram uma nova forma de música rítmica e dançante. O Funk tira o ênfase da melodia e da harmonia e traz um groove rítmico forte de baixo elétrico e bateria no fundo".


Definitivamente, funk é incrível.

 

Democracia da Moda





8 de abr de 2013

"O gagau de Tetê e as horas extras"



Os primeiros efeitos da PEC das domésticas começaram a ser sentidos lá em casa. Ontem, às 21:00, na cozinha, minha filha Tetê, de dois anos e meio, interpela a babá, como de costume:

- “Deta”, quer gagau!
- Tetê são nove horas. Não posso mais fazer o seu gagau.
- Quer gagaaaauuuu!
- Eu agora só trabalho oito horas por dia, Tetê. Acordei às seis e meia da manhã. Fiz seu café, acompanhei você até o colégio, arrumei o seu quarto, coloquei o seu almoço, brinquei durante toda a tarde, dei o seu banho e fiz outras coisas mais.
- Detaaaaaaaa!!!
- Não adianta gritar, Tetê. Já trabalhei mais de oito horas, hoje.
- Eu quer gagauuuuuuu.
- Fale com Dilma.
- Ôoooooxe Deta! Quer gagau!
- Vá pedir a seu pai.

Tetê se dirigiu até o meu quarto, entrou, bateu a porta e disse:

- Papai, Deta num quer fazer o gagau de Tetê. Biga com ela!
- Vá pedir novamente, filha.
- Quer gagauuuuuuu.
- Papai não sabe fazer, filha.
- Eu quer gagaaaaaauuuu, papaiiiii.
- Tetê, vá dormir. Papai não sabe fazer gagau e Deta já bateu o ponto. Vá deitar, filha!
- Bateu em quem?
- O ponto, filha;
- O que é isso, papai?
- Deixa pra lá! Deixa pra lá!
- Quer gagau!
- Mas filha...
- Quer gagaaaauuuuuuu.
- Assim papai vai ter que pagar hora extra a Deta, meu amor!
- Quer “oia etra” e gagau;
- Hã!?
- Quer “oia etra” dentro do meu gagau, papai.
- Não pode, filha.
- Papai, quer gagaaaaaauuuuuu e “oiaaaa eeeetra”!
- Ok, Filha, vamos lá na cozinha.

Quando chego na cozinha, escuto o som da TV vindo do quarto da babá. Eu suplico:

- Detaaaaa. Faz o gagau de Tetê aqui, por favor.
- Sr. Bruno, já trabalhei mais de oito horas hoje.
- Pôxa Deta. A menina tá com fome! Eu não sei fazer essa porra!
- O Senhor vai me pagar horas extras?
- Vamos fazer o seguinte: eu pego esses minutos em que você estará fazendo o gagau e compenso com a saída mais cedo na sexta-feira, ok!?
- Mas isso é possível?
- Sim, já que se trata de compensação dentro da mesma semana. Se assim não fosse, é que teríamos que nos socorrer do banco de horas que só tem validade se for instituído por acordo coletivo de trabalho....ah! Deixa pra lá!
- Não entendi nada que o senhor falou. Mas tá certo. Estou indo fazer o gagau!

Enquanto Deta fazia o gagau, Tetê esperava, esfomeada, sentada na sua cadeirinha, na cozinha. O gagau ficou pronto. Deta entregou a mamadeira a Tetê, que como de praxe, disse:

- Deta, eu quer dormir com você.
- Não posso, Tetê.
- Quer dormiiiiiir com vocêêêêê!
- Tetê, eu já trabalhei mais de oito horas hoje e...

Irritado, intrometo-me:

- Peraí! Você quer dizer que não pode dormir com ela?
- Veja só, Sr. Bruno. Se eu dormir sozinha, lá no meu quarto eu não estou trabalhando, portanto essas horas de sono não serão computadas na minha jornada de trabalho. Mas se eu dormir com Tetê no quarto dela, o senhor terá que me pagar horas extras porque estarei trabalhando, já que estarei ali, tomando conta dela, ainda que dormindo.
- Como é que uma pessoa pode tomar conta da outra dormindo?
- É lei, Sr. Bruno. É lei.
- Pôxa, e qual a diferença de dormir na sua cama e dormir no quarto de Tetê? De uma forma ou de outra você estará descansando, ora bolas!
- Na verdade, em ambas as hipóteses estarei à disposição e, portanto, o senhor terá que me pagar horas extras.

- Quer dormir com “oia etra”! – intromete-se Tetê.
- Tetê, o correto é horas extras e não “oia etra”. E você não pode dormir com isso não. Vá dormir! – Corrigi.
- Papai, tô de medo de “oia etra”.
- Papai também, filha!
- Quer dormir com você, papai!
- Papai também filha.
- Você vai dormir no banco?
- Como, filha?
- Você vai dormir no “banco de oia”?
- O correto é banco de horas filha. Não, papai não vai dormir no banco. Papai vai dormir na sua cama. E vamos logo antes que o monstro do adicional noturno venha nos pegar!
- Tô com medo do monstro do “aglicinal botuno” – Disse Tetê assustada.
- Não se preocupe, filha. Às cinco horas da manhã ele vai embora!

Nisso, a danada da babá entra no quarto e diz:

- Boa noite minha princesa!

Não deixo por menos:

- Boa noite, nada! Você trata a menina assim e ainda vem dar boa noite!?
- Ok, Sr. Bruno. Eu durmo com essa menina a dois anos, todas as noites. E não iria conseguir dormir mesmo lá no meu quarto sozinha não! Eu vou dormir é aqui com ela.
- Mas eu não vou pagar horas extras, não!
- Ah, Sr. Bruno! Eu vou dormir aqui de todo o jeito!
- É melhor você dormir no seu quarto mesmo, Deta!
- Eu vou dormir é aqui com Tetê!
- Êpa! Isso é ato de indisciplina e insubordinação. Eu posso lhe advertir, suspender e até mesmo demitir por justa causa.
- Então eu vou pro meu quarto.
- Deta?
- Diga, Sr. Bruno!
- Que coisa, essa lei, não!?
- Vamos esquecer essa lei, né Sr. Bruno? Vamos continuar como sempre foi?
- Vamos, Deta.
- Dilma não pensou na gente não!
- E ela pensou em quem Deta?
- Sei lá...

- Tô com medo de “Tilma” – interrompeu Tetê.
- Não é “Tilma”, Tetê. É Dilma! – Corrigi.
- Tô com medo dela, de “oia etra” e do monstro do “aglicinal botuno”!
- Papai também, filha! Papai também!
- Papai, canta pra eu dormir.
- Ok, filhinha. Papai vai cantar: “Nana nenê, que o FGTS vai pegar, a moleza foi embora, e o patrão vai se lascar...
- Tô com medo do “ebigetesse”
- É FGTS, filha.
- Tô com medo dele.
- Papai também, filha. Papai também! Amanhã papai ensina você a fazer o seu gagau sozinha, tá certo!? Senão todos esses bichos vão pegar Tetê!



Texto encontrado no facebook, feito por BRUNO M. FERNANDES.

4 de abr de 2013

Pensadores


Comte (1798-1857)

Matemático e filósofo, um grande pensador considerado “sociólogo”. O termo sociologia
não existia antes, então ele mesmo criou a chamada “Física Social”. Deduziu o
positivismo e é considerado “Pai” da sociologia.

Ele acreditava que o estudo da sociedade deveria ser feito como uma ciência comum;
método, experiência e análise com objetivos. Só assim poderia se compreender a
humanidade como vista de fora, uma ciência.

Afirmou a Lei dos Três Estados: Estado Teológico ou Fictício, Metafísico e Positivo.

A primeira é considerada a partir da explicação de uma força maior. A natureza que vive por
si só e coisas que podem acontecer por caprichos teológicos. Este sai do fetichismo até o
monoteísmo – o fato de Comte ter essa fase pode ser explicado devido ao fato de que ele era
um homem muito religioso. Fundou a Religião da Humanidade depois de largar o catolicismo.

No segundo estado, o metafísico, afirma-se que é basicamente o homem projetando a si
mesmo e seus caprichos na sociedade, ou seja, uma psicologia individualista.

Para o último estado, o Positivo, é algo racional que procura evitar explicações mais complexas
que uma ciência tivesse dificuldade em responder. É um estado puramente matemático, que
para qualquer fenômeno há uma previsão para seu próximo, e por aí em diante.

Ele separa cada Estado em fases: o primeiro é atribuído à infância, o segundo à adolescência e
o terceiro à fase adulta.

Karl Marx (1818-1883)

Alemão filósofo e economista, um dos mais famosos mundialmente falando. Escreveu em
1847 o “Manifesto Comunista”, que foi um ensaio ao que futuramente seria o tão temido ou
admirado comunismo.

Ele propôs a Luta de Classes – onde o proletariado lutaria pelo socialismo, ideal desenvolvido
por ele e contemporaneamente por outros pensadores.

É considerado “socialista científico”, porque apesar de ser um ícone capitalista, algo
contraditório em relação à suas teorias, o seu modelo de socialismo parecia perfeito, e
os caminhos eram apresentados em seus ensaios publicados. Demais socialistas eram os
Utópicos, porque previam algo idealizado ao extremo.

Èmile Durkheim (1858-1817)

Francês sociólogo que lecionava Pedagogia e Sociologia. A sociologia moderna lhe é atribuída.

Conhecido, inclusive, por estudar o suicídio e as causas sociais que influem num indivíduo
resultando em tal fatalidade.

Ele propôs o novo termo “Fato Social”, que trata cada elemento no estudo de mundo como
“coisa” para que se possa estudar impessoalmente. Os fatos sociais são o agir, o pensar e o
sentir partindo de um alguém.

Ele fundou quatro princípios, de seu “Sistema Sociológico”: o primeiro era considerar a
sociologia uma ciência como todas as outras; o segundo é considerar tudo o que acontece
em uma sociedade causada pelo grupo social e para o grupo social, ou seja, a realidade social
é um conjunto de ocorrências de um todo; a terceira é que todo e qualquer fato social que
ocorra é antecedido por precedentes. E o quarto é que todos os fatos sociais são externos a
um indivíduo, independendo dele somente, e sim da sociedade.

Ele dizia que o homem é o que o ambiente quer que ele seja.




2 de abr de 2013

Ode à Alma Perdida

Realmente.
A conta de telefone caiu em dois terços - eu te ligava sempre, e por horas falávamos.
Bem, a conta do mês também, uma vez que tu me visitavas  todos os dias.
E o táxi, jamais peguei um novamente - em dias de chuva, levava-te até em casa.
E apesar de toda essa economia, o saldo que carrego é um peso no coração.


Enquanto chove lá fora, chove também na tua alma perdida.
Vejo-te por toda parte. Ainda lembro das risadas.
O ódio não me consumiu como consumiu a ti.
Teus documentos? Guardei.
Lembranças? Aqui.
E depois de tanto tempo, diga-me tu se foi possível superar.
Teus sonhos mesclam meus sonhos.
Mas agora que te vi
plantando as rosas secas
sei que tua alma
outrora cheia e triste
agora pode ir embora
porque está livre.

Lady Viana