14 de jul de 2014

Luiz Almeida

Um texto magnífico retirado do blog Diário de um Resmungão, por Luiz Almeida. Todos os textos são excelentemente bem escritos, o Utopia recomenda!

  "    A vida é feita de passagens, encontros e despedidas são coisas recorrentes no cotidiano de um humano padrão, o que nunca percebemos é a grande quantidade de possibilidades que ignoramos quando temos uma abordagem indiferente no nosso cotidiano. Pode parecer um conceito estranho, mas aquele senhor que mora no final da sua rua tem uma vida tão importante quanto a sua mas as chances de vocês conversarem é tão pequena que você provavelmente vai passar a vida inteira sem saber da história dele...
       Algumas vezes passamos por pessoas que tem interesses similares aos nossos mas que jamais iremos conhecer pelo simples fato de nossas vidas não colidirem socialmente, por mais que você veja a pessoa todo dia na hora do almoço no boteco da esquina.
       Meu maior medo é perder oportunidades nessa vida, então sempre que consigo juntar coragem suficiente eu desejo bom dia à um estranho, também presto atenção à todas as histórias que consigo ouvir, posto que este é o único jeito de manter viva a memória de alguém depois dessa pessoa morrer.
       Eu sinto que todo ser humano devia fazer isso alguma vez, ouvir o que um estranho tem à dizer, abrir um sorriso para uma pessoa que talvez não vá ver sorriso algum em seu emprego estressante naquela tarde e vai chegar em casa só para não encontrar ninguém. Suponho que seja isso que torne o mundo melhor, essas pequenas coisas que podem fazer a diferença na vida de alguém.
       Peço porém que você, atento leitor que ficou comigo até este ponto, não leia este texto e esqueça do que eu disse, muitas vezes lemos alguma coisa na internet que achamos interessante e logo em seguida arquivamos em nossos cérebros para nunca mais pensar naquilo. Não, imploro que você aplique esse conceito no seu dia-a-dia, porque é assim que mudamos o mundo, fazendo um ato que será imperceptível, mas que vai transformar este triste mundo cinza e efêmero em um lugar um pouquinho menos cinza e levemente mais eterno."

Luiz Almeida

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