9 de mar de 2011

Ira Lasciva





                            Ira Lasciva




Eu sou o semblante triste


O sorriso curto e ainda tímido


Por trás dos olhos de esfinge


Se esconde um vulto, ou espírito




Dentro de minha alma


Existe uma necrópole


De vampiros suicidas


Mortos de overdose




Fragmentos de poesia,


Anjos loucos num calabouço


Acusados de eresia


E torturados pelo fogo




São vagas todas as lembranças


Da insânia ingênua e lua fria


Fui traído pela falsa santa,


Na neve branca da melancolia




Assim ao amor dos mortais


Prefiro a solidão dos Anjos


E minha condição fugaz


De simples ser humano




Sou uma tela, sou um quadro surreal


Pintado à óleo e sangue


Sou guerreiro guardião do Santo Graal


Na cláusura de Notre Dame

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