16 de dez. de 2010

Innocent Child



Aprecie a letra e interprete-a como bem quiser.

My sweet innocent child
How can I explain
How I hear the nature cry
for mercy
How the greed and the power
sets the rules for you and me
Why we destroy and torture
out of greed
I wish I could give you
Something else
I wish I could give you
Something else




The Quiet Utopia

6 de dez. de 2010

Curiosidade..?

Já aconteceu de estar ouvindo uma música, precisar desesperadamente saber a letra, e não encontra em lugar nenhum?

O Utopia conferiu algumas bandas e suas músicas "sem-letra". Nesse post de hoje, começamos com AUTUMN TEARS

Há duas músicas da banda AUTUMN TEARS que não encontramos a letra em lugar nenhum. Quer dizer, encontramos num único lugar. E aqui estão elas:


The Funeral Bazaar Lyrics

Autumn Tears


Emptiness flowing from nothingness
Even now you can see through their guise
Come one, come all to the finest fair
with fire and fanfare...let the show begin
Fly up to the treeline, sparkles in the darkened glades
How now comes the entertainment in the moonlight
Here now the restless...beguiled, disguised in amber perume
Askant grins to mock you
Behind the veiled resentment flees a single dove
The masque removed they emerge at night
Dropping the masque of delusion
Clouds of weak emerge at night
  
 
 
Foi novidade para nós! E mais uma, que além de não ser fácil encontrar, não é possível entender na música a ouvido-nu...

The Last King Falls Lyrics

Autumn Tears


Sleep is he
beneath the earth
slipping from the shell
one step closer
to calm splendor

Beholdant is he
of this mortality
Remaining strong
but bound in chains
while his reign fades

Winged carry him
on their shoulders
In the earth the king sleeps



Ufa! Em breve voltaremos com mais letras!

27 de nov. de 2010

"Você pode até me empurrar do abismo e eu vou dizer: E dai? Eu adoro voar!
"Todos nós nascemos com asas invisíveis que nos permitem voar. Alguns descobrem que têm asas cedo, outros levam mais algum tempo; uns descobrem tarde demais.
Nossas asas se mostram quando acreditamos que elas, mesmo que nossos olhos não vejam, podem nos levar ao céu. Se você tiver medo de cair, nunca subirá aos céus; se conseguir mas ficar olhando para baixo por muito tempo, não voará tão alto como os que só olham para o futuro; para a frente.
Muitos se deixam influenciar quando outras pessoas desacreditam, dizem que é absurdo querer ir tão longe, e mandam se acomodar. Se você quiser estacionar, suas asas podem não abrir mais. Então voarão outras pessoas acima de você, mesmo que elas cheguem depois, e você olhará parar trás e verá a oportunidade que perdeu de voar também.
Os conformados e já sem asas ficarão inconformados se você mostrar as suas, e eles farão de tudo para que você se conforme em não tê-las, surgirão argumentos, puxarão você para baixo, farão previsões; o que eles querem é ter você abaixo deles, e não voando acima.
Se você quiser voar, usar as asas que tem desde criança; terá que fazer isso por si só; se precisar derrubar alguém ou se for antiético, sua queda virá em breve, e maior ainda.
O segredo em descobrir como alcançar os céus é acreditar em seu potencial; e mesmo que digam que você não irá muito longe com asas tão pequenas, não dê ouvidos e alcance seu vôo; pois quanto mais alto você for, mais elas aumentam. E se alguém tentar te empurrar para um abismo, é só você dizer: E daí? Eu sei voar!" 


Clarice Lispector

23 de nov. de 2010

Feira Livre

 

Apreciem, caros leitores, mais um de seus maravilhosos textos.
Por ISELO


Feira livre.

 


Juliet, a ama que cuidava das crianças da mansão dos Reimond, acabara de receber dois patos, uma galinha e um punhado de milho em troca de 'favores' para alguns senhores. Emanuelle, que via tudo de longe, ficou enfurecida com aquilo.
 Por mais que a aconselhasse, Juliet insistia em vender a liberdade que possuía por alguns gatos pingados... E não fora a única a cometer erros. Todo o vilarejo parecia cego diante de uma possível revolução.
 Burgueses queriam que as coisas continuassem como estavam, eles no poder. Revolucionários pediam o fim dessa ditadura política, o povo mandaria em si mesmo.
 Infelizmente nenhuma das duas alternativas era realmente boa. O que aquele povo precisava era de um bom governante, alguém justo, responsável e que se importasse com eles... Mas parecia impossível existir alguém assim ali.
    -O que está fazendo agora, mocinha? Não me diga que ainda está com aquela história maluca de política na cabeça! - Anastasia, tia de Emanuelle, que cuidara dela desde que seus pais morreram no incêndio de sua pequena choupana, surpreendera a menina avoada em seus pensamentos.
    -Ora, tia! Que mal há em pensar no bem desse vilarejo?
    -Bem? Que "bem", minha filha? Não são seus ideais que mudarão o destino dessa gente! Esse lugar já foi muito bom um dia, mas desde que as fábricas chegaram as coisas só têm piorado... - dona Anastasia podia fazer parte do grande grupo de analfabetos da região, mas era muito esperta. Ela sabia que fora a elite indutrial que arrancara dos agricultores a última esperança de uma vida melhor.
    -Isso não pode ficar assim, tia... - a revolta dentro da menina era muito grande.
    -Onde você está indo Emanuelle?!
    -Estou indo dizer algumas coisinhas a esses senhores que se dizem civis! - Emanuelle levantou-se e, batendo os pés, correu até uma pequena bancada de um feirante qualquer. De cima do palco improvisado chamou um guarda e pediu que ele atirasse com sua espingarda para o alto, a fim de chamar a atenção de todos. Por sorte, o soldado Guilles era seu amigo e atendeu ao seu pedido, ele queria ver até onde a ousadia dela chegaria.
 O disparo foi feito e como previsto todos se voltaram para Emanuelle.
    -Querida! Saia já daí de cima! - sua tia Anastasia gritava ao longe, mas Emanuelle continuou firme onde estava. Irredutível. - Anda, menina! Desça já antes que eu te traga aqui embaixo à palmadas!
    -Sinto muito, tia, mas esse povo precisa escutar algumas verdades! - disse ela à mulher, e logo virou-se novamente para a multidão que se formou em sua frente - Como podem passar tantas asneiras por essas cabeças? Como podem vender seus futuros assim tão facilmente? Seus futuros! Passam-se anos de amargura e sofrimento, consequência de suas péssimas e infelizes escolhas, e mais uma vez lá estão vocês destruindo mais anos de suas vidas... Para complicar ainda mais a situação, não apenas estão se corroendo por dentro como também estão jogando no lixo as possíveis oportunidades daqueles que foram atirados nas sargetas por essa gente burra. - ela fez uma pausa para respirar e acalmar os ânimos um pouco. - Vêem aquelas pobres criaturas se arrastando entre os restos dessa feira? São eles os maiores prejudicados nisso tudo... Não têm pena nem um peso na consciência?
  Silêncio. Parecia que não...
    -Não?! - dessa vez ela não pôde se conter e acabou explodindo, tamanha a raiva - Não sentem nem um pouquinho de dor na consciência por esses coitados? Imaginem-se no lugar deles! Quem ampararia vocês? Seus senhores? Esses seriam os primeiros a lhes pisotearem! Pensem na falta que um prato de comida faz a eles! Pensem que, no lugar deles, poderiam estar seus filhos e netos! E ainda assim vendem-se por um preço miserável?! Que absurdo!
 Antes que ela pudesse continuar, Guille, o guarda, pegou-a nos braços e a colocou no chão.
    -Solte-me, Guilles! Eles precisam saber da verdade!
    -Que verdade, criança? A verdade que eles estão sendo enganados? Todos nós estamos... Todos nós sabemos...Nada vai mudar. - as palavras do homem ecoaram pela cabeça de Emanuelle... Será que nada mudaria, mesmo? Será que gritar pela vida alheia seria o mesmo que argumentar com as paredes?
Emanuelle caminhou cabisbaixa até sua casa... Será que de nada adiantaria lutar? Ela não acreditava nisso. Por  mais que aquela gente não entendesse o sentido de exigir tudo o que tinham direito, ela entendia. Parecia aos olhos dos outros uma ignorância gigantesca, mas dali nasceria um novo tempo e ela estava preparada para isso: Chegaria, em breve, o tempo dos heróis...











[Faria*16/11/2010]

Poemas

Espelho D'água

Ira Lasciva